Breves Reflexões sobre Emigração.

Se você acha que a vida tem sido injusta com você, que lhe faltam oportunidades, ou que não lhe dão o devido valor, faça o seguinte: pegue numa cana de pesca e tente viver apenas do que o mar lhe dá“. © Nelson Faustino
  1. Emigrar não é ir tirar férias ali ao lado. Habituem-se a que vos perguntem “mas o que é que você está aqui a fazer?”
  2. Quem está fora tem de mostrar que é uma mais valia para o país acolhedor.
  3. Têm de desvirtuar o estereótipo que as pessoas têm, em geral, do português (ou do portuga, como se diz aqui no Brasil).
  4. Têm de dar uma boa imagem de Portugal e das instituições onde obtiveram formação. O vosso sucesso está intrinsecamente ligado a estas e vice-versa.
  5. Contrair dívidas e não as pagar é o aspecto ‘materialista’ que deve ser tomado em linha de conta por aqueles que emigram e fazem intenção em continuar neste país de acolhimento.

    e por fim …

  6. Habituem-se a ‘ir à pesca’ pois fora de portas o vosso emprego não está garantido à partida. Tão pouco têm direito assegurado ao subsídio de desemprego.

Em suma:  Emigrar vale a pena pela aventura e pelo aprendizado que desta experiência se retira. Quanto ao que se escreve em jornais, não devem dar demasiado crédito. Para terem opiniões bem formadas sobre o assunto emigração, nada como perguntar diretamente aos vossos amigos e/ou conhecidos que estão fora de portas. A mim, por exemplo, via e-mail, caso tenham algumas questões a colocar sobre o Brasil.

Anúncios

“Barão Geraldo, de colónia de imigrantes a cidade universitária”.

Texto escrito à cerca de 01 (um) ano para o suplemento “Fugas” do Jornal Público. Tomem a liberdade de o (re)ler!

Astrolábio

fugasBrasil Esta edição do Fugas esteve “Em Campinas, no rasto da selecção nacional“.

Para quem [ainda] não leu o meu texto na edição do Fugas do último fim-de-semana, pode fazê-lo agora através do link:

http://fugas.publico.pt/DicasDosLeitores/331655_barao-geraldo-de-colonia-de-imigrantes-a-cidade-universitaria

Tal como tive oportunidade de dizer à editora do Fugas, 1500 caracteres–limite que me foi imposto– foram insuficientes para falar de tudo o que Barão Geraldo tem para oferecer a quem se decide perder por cá. De qualquer das formas, e tal como já foi prometido, irei falar daqui em diante por estes lados sobre os lugares que podem visitar e frequentar em Barão Geraldo. Se houver possibilidade num futuro próximo, certamente irei escrever mais dicas de viagens, indo ao encontro de quem vem de viagem a Campinas para acompanhar de perto a selecção, assim como para aqueles que tencionam vir para cá trabalhar e [possivelmente] estudar numa das universidades que mencionei no…

Ver o post original 68 mais palavras

Parabéns à Universidade de Coimbra!

Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra— Entrada Principal.

Já pertenci à universidade de Coimbra. Não fui lá estudante, mas, tendo-me decidido pelo prosseguimento da minha carreira científica, foi o Departamento de Matemática desta universidade que elegi para fazer o meu [primeiro] pós-doutoramento.

A minha passagem por esta universidade e pela cidade estará, para sempre, tatuada nas minhas memórias por vários motivos. Lembro-me com alegria do primeiro dia que entrei no departamento e pus a chave na porta da minha sala. Lembro-me com carinho de todos os docentes e funcionários desta casa, que me acolheram como se fosse um filho desta casa, carinho com que sempre me trataram, e com o sorriso nos lábios que sempre tinham para retribuir. Pelo exemplo de profissionalismo que sempre incutiam na sua tomada de decisões, mesmo as mais difíceis.

No dia em que tive de entregar as chaves da minha sala, fiz um enorme esforço para não verter uma lágrima sequer. Não porque não tivesse vontade de o fazer. Mas porque quis que este momento fosse o mais normal possível, dentro da lógica com que já tinha mencionado num outro post:

O prestígio das instituições que representamos deve estar sempre à frente das nossas ambições pessoais. Nós passamos. As instituições ficam. É assim que está certo.

Hoje, dia 01 de março de 2015, a Universidade de Coimbra está de parabéns pelos seus 725 anos. Passei por lá apenas 3 anos (2010-2013) . O tempo suficiente para sentir uma certa nostalgia por um dia regressar a esta instituição. Não nos próximos tempos. Mas daqui a uns valentes anos. Quem sabe …

Budapeste.

Hoje voltei a um dos meus vícios urbanos. Deambular pela cidade à procura do incerto. Caminhar sem destino. Sem GPS. Sem Celular. Sem qualquer aparelho que me pudesse distrair. Na volta vim preenchido, com um velho mas bem atual livro de Chico Buarque que comprei a um vendedor de rua, junto ao Cambuí, bem no coração de Campinas.

Em jeito de rodapé, deixo-vos com recensões críticas de dois ilustres desconhecidos, que estão timbradas na capa do livro que agora vou começar a ler:

“Chico Buarque ousou muito, escreveu cruzando um abismo sobre um arame e chegou ao outro lado. Ao lado onde se encontram os trabalhos executados com mestria, a da linguagem, a da construção narrativa, a do simples fazer. Não creio enganar-me dizendo que algo de novo aconteceu no Brasil com este livro.
” JOSÉ SARAMAGO [Folha de S.Paulo]

“Talvez o mais belo dos três livros da maturidade de Chico, Budapeste é um labirinto de espelhos que afinal se resolve, não na trama, mas nas palavras, como os poemas” CAETANO VELOSO [O Globo]

“Budapeste é o terceiro romance de Chico Buarque, lançado em 2003 pela editora Companhia das Letras” (sic) Fonte: wikipedia.

Varoufakis.

Via O Insurgente — http://oinsurgente.org/2015/02/20/golpe-de-mestre/

Por outras palavras, a proposta grega era de garantir a extensão do empréstimo por 6 meses e, em contrapartida… continuar negociações sobre políticas que Syriza deseja implementar. Uma espécie de «primeiro enviem o dinheiro, depois vemos o que fazer com ele». O governo alemão percebeu a intenção e rejeitou-a imediatamente.

Mas, na minha opinião, o vencedor deste confronto foi a Grécia ao fazer a Alemanha cair numa “armadilha” mediática (foi vista como o vilão). É que – ao contrário de entidades oficiais – os jornalistas e comentadores foram enganados pela retórica da missiva e, por via daqueles, o público em geral (antes de ler o texto reproduzido acima, eu incluído), presumindo que a Grécia fez algumas cedências. Não o fez, colocou apenas no papel aquilo que anda a dizer há semanas.

Varoufakis teve aqui uma jogada de mestre o que, para um político dito amador, é louvável (acredito que a saída do euro é consequência perfeitamente aceitável para o Syriza, desde que não seja este percepcionado como a causa).

Astrolábio

Dijsselbloem ao ministro das Finanças grego: “Acabaste de matar a troika” (DN)

Na europa criou-se a ideia de que “há que cumprir com os compromissos”, sem discutir se os compromissos são exequíveis. Em Portugal, o lema de vida “pobre mas honrado” mantém-se, mesmo após o apagão dos anos de estado novo.
Quando aparece, alguém como este ministro picante e pouco convencional, que pensa fora da caixa, “ai Jesus que os Deuses gregos estão loucos!” — é esta a opinião quando passo os olhos pelos jornais portugueses, e pelas redes sociais.

Não deixa de ser curioso que o que este senhor defende vai muito ao encontro do que economistas como Paul De Grauwe — antigo conselheiro de Durão Barroso — tem vindo a defender. Leiam por exemplo o artigo de opinião Managing a fragile Eurozone , de 10 de Maio de 2011, e tentem enquadrar com as recentes declarações de…

Ver o post original 448 mais palavras

O que o web 2.0 está a fazer pelo ensino. E o que ainda poderá vir a fazer.

Anfiteatro em ambiente virtual Second Live.

Quando na década passada o Youtube e a blogosfera davam os primeiros passos, estávamos longe de imaginar a sua importância na disseminação de conteúdos informativos e pedagógicos. A bem da verdade, nunca se tinha equacionado que estes viriam a ser de extrema importância no reciclar do antigo conceito de Tele-Escola, a que muitos dos nossos pais tiveram acesso.

Quando à uns anos atrás se começou a idealizar o conceito de Ambiente Virtual de Aprendizagem, pensou-se inicialmente numa espécie de jogo interactivo análogo ao Sims, em que os docentes/discentes eram embutidos numa espécie de sala de aula virtual. No entanto esta ideia foi colocada, de momento na prateleira, muito devido aos computadores pessoais necessitarem de bastante memória RAM e de placas gráficas robustas para executar os módulos de ensino.

Acidentalmente, foi nos últimos anos que o fenómeno web 2.0, assente numa edição de conteúdos em formato wiki, começou a ser incorporado nas plataformas de ensino. Basta olharmos para sites de instituições universitárias como o M.I.T, ou de de empresas como a Wolfram — empresa responsável pelo desenvolvimento do software Mathematica — para perceber a dimensão deste impacto no mundo universitário.

Acessibilidade e Portabilidade. Resumindo em duas palavras, foi isto que as ferramentas web 2.0 têm vindo a acrescentar ambiente tradicional de aprendizagem. Visto de uma outra forma, a distância geográfica e a falta de meios financeiros deixou de ser uma limitação para quem pretende fazer um upgrade dos seus conhecimentos.

Sou da opinião que uma boa implementação deste tipo de ferramentas pode vir a ter uma importância estratégica na democratização e numa melhoria do ensino, com vista à sua uniformização. Mais ainda num país como o brasil, onde quase todo o mortal já tem acesso à internet, mas onde ainda existe uma grande discrepância entre ensino público e ensino privado.

Astrolábio Jukebox #18

Parabéns ao saudoso mestre Carlos Paredes, grande responsável pela popularização da guitarra portuguesa além-fronteiras. Caso ainda estivesse entre nós, teria ontem — dia 16 de Fevereiro de 2015 — celebrado 90 primaveras.

Para celebrar esta efeméride, volto a repostar o álbum “Espelho de Sons” — para mim um dos melhores senão o melhor.

Astrolábio

Carlos Paredes – Espelho de sons [1988]

Ver o post original

Blog no WordPress.com.

Acima ↑