Não é fácil, é trabalhoso!

A minha mesa de trabalho no Imecc-Unicamp.

A minha mesa de trabalho no Imecc-Unicamp.
Fonte: http://instagram.com/p/fKpPrbHsmF/#

Engane-se quem pensa que emigrar lhe vai trazer a estabilidade que não tem em Portugal. Claro que há sempre aquela pequena classe que nasceu com o rabinho voltado para o céu ou então tem dinheiro em algum offshore tipo… Gibraltar!!! Quem emigra — ou pensa em emigrar– tem de se mentalizar que não basta ser bom. Tem de se ser excelente! Isto se não se quiser correr o risco de ser considerado mais um entre vários.

Na actual conjuntura, muitos dos países da América Latina têm absorvido grande parte dos desempregados provenientes de países de língua franca, em particular de Portugal, Espanha e Itália. No entanto, para fazer face à actual demanda de trabalhadores da Europa para a América Latina, empresas e governos tendem a ser cada vez mais selectivos e a adoptar critérios cada vez mais restritivos a quando da contratação e da atribuição/revalidação de vistos, respectivamente.

Esta questão vem a propósito de um batalhão de perguntas e de expectativas que amigos e conhecidos me colocaram a quando da minha última estadia em Portugal. Por várias ocasiões e em conversas com muitos deles, destaquei o facto de cá trabalhar o dobro (e em alguns dias, o triplo) do que trabalhava quando estava em Portugal. Claro que vale a pena, pois considero o trabalho que faço [muito] “bem pago” em comparação com o salário médio brasileiro e em antítese aos valores que se praticam actualmente em Portugal.

Engane-se portanto que chegar a um país, como o Brasil, onde “curiosamente” se fala a mesma língua que em Portugal, é meio caminho andado para obter um vínculo mais duradouro ou até mesmo definitivo. Para se singrar por cá é também necessário corresponder às necessidades actuais que o país enfrenta, entre as quais a necessidade de mão de obra qualificada para fazer face à criação de infraestruturas. Há muito mais vida para além de estádios de futebol (…) Resumindo, há que se tornar indispensável!!!

Claro que existe sempre a hipótese remota de se falhar e de não corresponder às expectativas que colocaram sobre nós. Mas como em tudo na vida, a palavra NÃO estará sempre garantida. Existirá sempre a hipótese remota de ter de voltar a refazer a vida numa outra latitude. Mesmo assim, entre o risco de correr mal e de ficar com consciência pesada por não se ter dado o nosso melhor, o recomendável é nos ficarmos pela primeira opção.

É este o espírito!

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Um pensamento sobre “Não é fácil, é trabalhoso!

  1. Pingback: “Emigrar não é ir de férias”. | Astrolábio

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