“Navigare necesse, vivere non est necesse.”

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Rembrant– Cristo e os Apóstolos enfrentando uma “tempestade no mar da Galileia“.

Quando escrevi há meses atrás o post “O Chauvinismo da Emigração.“, fi-lo recorrendo a um certo humor cáustico como forma de tentar aliviar o ambiente pesado que se fazia sentir– e ainda se faz — na imprensa Portuguesa. Quando no final terminei com o parêntesis:

Não falo daquelas famílias que, por força das circunstâncias, o pai e a mãe tiveram [novamente] de emigrar. Porque para essas a emigração é o trucidar de várias vidas que dependem de míseros tostões como de pão para a boca. Mas sobre isso espero escrever um dia destes mais a fundo com menos cinismo e mais humanismo.

referia-me a todos aqueles que partem na esperança de além fronteiras arranjarem um emprego digno que lhes permita viver o que lhes resta com alguma dignidade. Este foi exactamente o mote do excelente trabalho do jornal Público entitulado “Ei-los que partem pelo direito ao último terço da vida” que vale a pena ser lido e reflectido na sua essência.

A todos os amigos e conhecidos nesta situação resta-nos acalentar, com o pouco ânimo que nos resta, o seu coração com a esperança tal qual o general romano Pompeu fez com os seus marinheiros receosos por enfrentar a força do mar – “Navegar é preciso, viver não é preciso.”

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