Novos Horizontes.

Manifestação do SNESup - cartaz retirado da página http://www.snesup.pt/home.shtml

Manifestação do SNESup – cartaz retirado da página http://www.snesup.pt/home.shtml

Devo confessar que após o corte de relações do Conselho de Reitores com o Ministério do Ensino e Ciência , do discurso acutilante do presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, na passada 5ª feira no decorrer da sessão solene de abertura do ano lectivo no Instituto Politécnico de Leiria assim como dos acontecimentos efervescentes desta última semana, dos quais destaco a manifestação da polícia em frente à Assembleia da República, que esperava outro tipo de mobilização por parte dos docentes e investigadores do Ensino Superior no decorrer da manifestação de ontem em frente ao Ministério do Ensino e Ciência.
Embora esteja solidário com grande parte das reivindicações por parte dos cerca de 50 manifestantes (digamos que menos de 1% comparando com o número de associados do SNESup), que vão desde a falta de rolos de papel higiénico à precariedade dos contratos dos docentes (uma queixa curiosamente vinda de uma investigadora imigrante em Portugal e não de um professor/investigador Português), tenho de admitir também que esperava outro tipo de reivindicação, mais altruísta e voltada para a sobrevivência e na competitividade das instituições que irá ser posta à prova com a entrada em vigor do novo programa de financiamento de Ciência e Tecnologia a nível europeu- Horizonte 2020.
Estados de letargia como aquele em que o debate em torno do futuro/sobrevivência do Ensino Superior em Portugal é algo que poderá que sair caro dentro de anos. E não estamos apenas a falar de professores universitários, na prática também funcionários públicos do estado como muitos outros.
É mais que óbvio que as políticas de austeridade em curso nestes últimos 2 anos a retrocessos tanto a nível do ensino (pela escassez de alunos) como a nível da investigação, com a redução de fundos estruturais para projectos de investigação que permitam p.e. contratar colaboradores (p.e. professores visitantes e pagar a pós-docs). No entanto não podemos cair no erro de dizer que o ensino e a investigação em Portugal morreram (RIP?!) e de reivindicar apenas e quando tais políticas põem em risco a nossa própria zona de conforto.
Quem não estiver ao corrente dos reais problemas das instituições do Ensino Superior deve ter ficado com a sensação que apenas ínfima parte dos docentes tem o seu posto de trabalho e salário em risco, o que não é verdade de todo.
Em Ciência e Ensino Superior, emigração e imigração não são necessariamente factores prejudiciais à falta de competitividade das instituições de ensino relativamente às suas homólogas europeias. Muito pelo contrário, a menos que haja uma quebra de laços de cooperação entre os que emigrados/imigrados e as suas instituições de origem/destino.
Adenda:
#1 O facto de ter emigrado recentemente pelas razões que mencionei em linhas gerais no meu primeiro post neste blog,  não significa que virei as costas aos problemas do meu país e do ensino superior, em particular. Uma das bandeiras deste blog será, para além de ser o meu “diário de bordo”, onde tento falar sobre a minha experiência no brasil, a promoção da cooperação entre países e universidades dentro do universo da lusofonia.
#2 A Copa 2014 é um excelente mote para estreitar laços de cooperação entre universidades de Portugal e Brasil. E não, não estou a puxar a brasa à minha sardinha!!! Estou apenas a fazer uma constatação de La Palisse…
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