O Chauvinismo da Emigração Dixit.

Os meus filhos quando vão para fora são outros e transformam-se nos filhos que qualquer pai gostaria de ter. Em casa dos outros são os meninos perfeitos: ajudam, arrumam, não discutem e revelam-se as crianças mais bem–educadas do planeta. Os meus filhos, tal como qualquer português da diáspora, são os melhores quando vão para fora.

Inês Teotónio Pereira no Jornal i

Não sei se a Inês leu o que escrevi ontem quando critiquei a forma com que os jornais portugueses escrevem de forma trágica sobre a emigração. Isso é de momento o que menos interessa!

Ao contrário de mim, a Inês já tem descendentes pelo que, ao contrário de mim, as palavras dela podem ser tomadas como exemplo. De qualquer modo, as palavras da Inês ajudam a sustentar uma das minhas teses que defendi:

Muitos dos pais, mesmo lavados em lágrimas, nem sonham o bem que a emigração poderá proporcionar na vida dos seus filhos.  É, em muitos dos casos, a solução forçada para obrigar os vossos filhos a atingir a maturidade e a tornar-se seres mais responsáveis.  Certamente que irão ser bons pais/mães de família e irão, tal como os pais, acreditar que poderão dar tudo de melhor aos seus filhos assim como acreditar que os seus filhos nunca precisarão de emigrar para outras latitudes. É a velha lógica do “Filho És, Pai Serás!”

Obrigado Inês!

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